(Source: ohmyfuckingjustin)
hEY BATTER BATTER HEY BATTER BATTER SWINNNNNG
I’VE GOT TO JUST DO MY THING
childhood :’)
meu nome é pedro, tenho 16 - quase 17 - anos e moro em aracaju. conheço e sou fã de justin bieber desde 2009. sou um romântico sonhador iludido. prazer.
Sinceramente? Depois do clipe de “Boyfriend”, prometi a mim mesmo não criar mais expectativas quanto à criança. Desde que ele - e terceiros - começaram falar sobre o álbum, a transformação, o progresso do novo trabalho, meu nível de esperança foi ao maior grau possível. No entanto, as novidades começaram a desapontar: já começando pelo nome do primeiro single, “Boyfriend” - quando li só lembrei de: 1. Big Time Rush; 3. Parece algo que um artista da Disney lançaria. Depois veio a música, e até hoje não consegui analisar se adorei, ou simplesmente “aguentei” por ser dele. “Aprendi a gostar”, como dizem. Mas uma coisa é certa: foi uma re- e evolução. Então veio a capa do álbum, que não fede nem cheira - mas poderia ser melhor - e, por fim, o clipe.
De qualquer forma, acabei ficando nervoso para a primeira performance da música ao vivo. Provavelmente porque tive que fazer a cobertura da mesma no Twitter do site, e acabei vendo tweets de fãs que estavam nervosas e acabaram me deixando nervoso: você boceja, eu bocejo. Depois de 1h30 de espera - técnica comum quando se trata de um ídolo adolescente que pode segurar facilmente o aumento de audiência de um programa como esse - ele apareceu:
Finalmente: quando ele começou a se apresentar em programas de TV, depois de 45183412,5 performances em rádios e seus devidos festivais, esperei por muito tempo por uma apresentação bem produzida. O que sempre víamos era Bieber, cantando, acompanhado por alguns dançarinos (geralmente 4 ou 6) e banda e DJ. Demorou um pouco até que realmente investissem numa produção - destaque para “X Factor UK” (Baby/STL), “VMA 2010” (Baby/STL) e alguns outros - mesmo assim, eram casos isolados. Para mim, o pico chegou no Grammy 2011, quando ele se apresentou com Usher. Tirando “Baby”, seria uma apresentação impecável.
Se analisarmos de forma superficial, a performance no “The Voice” foi boa: finalmente víamos um Justin com uma produção decente cantando primeiro single. Tinha até um pé atrás por ser o “The Voice”, um programa que tem um palco muito estável e raramente é transformado para performances de artistas de fora. Fui surpreendido de uma boa maneira. Além das luzes, fumaça e escadaria do palco, Justin também se apresentava pela primeira vez com dançarinas - que fizeram muito bem o seu trabalho, junto com os outros dançarinos. Mas se tudo parece bem, o que foi mal? O básico.
Antes de mais nada, o nome do programa é “The Voice” (A Voz). Cantor é quem canta, quem canta tem como instrumento: a voz. Tive receios quando ouvi a música pela primeira vez logo de cara pensando nas apresentações ao vivo, pois o tom que Bieber alcança durante os versos é muito “profundo” para ele realizar ao vivo ainda hoje. Sem contar o falseto, que já não é sua especialidade, ainda mais quando dança. E é onde ele poderia se recuperar, mas mesmo com energia de sobra, faltou técnica: ele ainda precisa trabalhar muito nas coreografias. E eu gostaria de ver um pouco mais. Talvez com umas aulinhas de seus melhores amigos Chris Brown - que sempre dá show, e Usher, né? Ele mesmo disse que estava indo a estúdios de dança para tentar “limpar” seus movimentos. Ótimo. Finalmente Justin se mostra o profissional que é, buscando a perfeição tão comentada no estúdio, mas que também deve haver no palco. Highlight:

Ah, uma coisa que esqueci de comentar: odiei a roupa. Achei “fraca”. Ryan Good, where u at? Mas curti o cabelo. Também gostei da base pré-gravada que usaram, com algumas batidas “espontâneas” - poderiam vazar esse instrumental, achei melhor que o original.
Em suma, o “The Voice” foi médio: teve seus altos e baixos. Mas depois de um desastroso clipe, pimenta no olho parece refresco. E ainda assim, o melhor estava por vir, na quinta-feira à noite: “Turn to You”.
Eu sempre fui um hipócrita em reclamar que ele só lançava música sobre amor e garotas - com algumas raras exceções como “Pray”, “Never Say Never”, “Down to Earth”, “Born to Be Somebody”, “Where Are You Now”. Apesar da minha preferida ser uma natalina de amor (Christmas Love), ela é seguida pela maioria dessas que citei. Mesmo assim, tentei me contentar quando descobri que ele lançaria uma música para e sobre sua mãe - como falei no começo do post. O que viesse era lucro.
Não sei se foi essa minha filosofia que me fez amar a música ou o fato de ela ser simplesmente ótima. A melodia e produção foi de responsabilidade dos The Messingers, uma dupla canadanse que já trabalho com Bieber em “Up”, “Never Say Never” e - pausa dramática para a melhor música dele - “Christmas Love”. Mas só descobri isso depois que a escutei. E puxa… finalmente!
Em “Turn to You”, escutamos um Bieber finalmente maduro, falando sobre problemas de verdade e nada de swag, fondue ou Buzz Lightyear. O instrumental anda paralelo ao ritmo da música e a letra se encaixa perfeitamente. Justin compôs com ajuda de Nasri Atweh (um dos The Messingers), falando sobre as dificuldades que sua mãe, Pattie Mallette, passou durante sua adolescência até o ter, com apenas 17/18 anos. Para quem não conhece a história, eis um breve resumo: Pattie e sua mãe biológica sofreram abusos enquanto ela era criança de seu pai, e também perdeu uma irmã mais velha ainda jovem, assim como seu pai biológico. Durante a adolescência, ela se meteu em muita confusão com álcool e drogas, até que um dia tentou se suicidar se jogando na frente de um caminhão, mas não conseguiu. Ela parou no hospital e teve bastante ajuda de um padre da igreja local. Graças à devoção à Igreja e ajuda dos seus membros e familiares, Pattie conseguiu carregar Justin na barriga pouco tempo depois do acidente. Não me lembro se tudo isso está correto nem a cronologia da história, mas é a mais ou menos isso. Perguntem a @BrunaGuedes.
Mas, mesmo com uma história de vida tão fantástica como essa, Justin nunca comentou diretamente sobre isso. Nem em entrevistas nem nada. Falava que sua mãe o teve bem jovem e teve alguns problemas com drogas mas nada muito específico. “Then you founded the Lord / You gave your life to him / And you could not ignore”, essa é a primeira vez que ele falou publica e oficialmente sobre como Pattie saiu da boêmia para uma vida cristã. O conjunto da música - melodia e voz - parece que passam toda a emoção de uma história que merece mais ser um filme do que “Never Say Never” — Pattie vai lançar um livro em setembro, e eu mal posso esperar para comprar!
Para ainda melhorar, Bieber lançou a música nesta sexta-feira para arrecadar fundos para a instituição Bestheda Centre, que ajudou sua mãe durante sua difícil gravidez. A organização que ajuda mães grávidas está em perigo de fechar e Pattie lançou uma campanha para ajudar salvá-la. Mas não podemos ser ingênuos: ele uniu o útil ao agradável. É claro que foi uma homenagem a sua mãe que merece muito mais e quer ajudar na campanha, mas lembrem-se também que ele gravou 40 músicas para o “BELIEVE” e nem todas estarão no álbum. Então nada melhor do que pegar uma música que seria descartada para conseguir dinheiro e ainda passar a imagem de melhor filho do mundo, não é?
Ainda há esperança. :)
So hyped!! #Boyfriend video is about to be crazy!!! Jb killin it in here. Baby MJ status. Dancing is crazy. Swag is crazy. I’m excited
— Scooter Braun (@scooterbraun) March 29, 2012
No dia 27, 28, 29 e 30 de março de 2012, Justin Bieber juntou forças novamente com o novato - e bastante aclamado - diretor Colin Tilley pela quarta vez. Os dois já tinham trabalhado juntos nos clipes de “Never Let You Go”, “U Smile” e “Next 2 You”. Como fã do cantor e espectador fascinado pelos vídeos de Tilley - os quais, para mim, são os melhores nas videografias de Chris Brown e Bieber - fiquei bastante animado em saber da notícia.
@justinbieber is taking this Boyfriend video to the next level. Going hard in rehearsal. These girls can dance. Wow
— Scooter Braun (@scooterbraun) March 27, 2012
proud. This #Boyfriend video is about 2 b insane. Day 1 and I can see so many iconic moments. @ColinTilley and @justinbieber r on some shit!
— Scooter Braun (@scooterbraun) March 29, 2012
Pouco tempo após tantas “provocações” no Twitter, imagens dos bastidores das gravações começaram a circular pela web - e o que eu via era um novo Justin Bieber, pronto para uma nova Era, pronto para mudar seus conceitos de vídeos, pronto fazer e refletir em imagem o “amadurecimento” que tanto buscava. E quem estava presente nas gravações também confirmava isso.
And that’s a wrap!! I’m soaking wet but the #BOYFRIENDVideo is done!! Gonna be epic!! #greattimes
— Justin Bieber (@justinbieber) March 30, 2012
new #photoshoot 2day. EPIC VIDEO shoot with my bro @ColinTilley for #BOYFRIEND yesterday! Let’s get the single to #1 on BILLBOARD! thanks
— Justin Bieber (@justinbieber) March 30, 2012
Não demorou muito e como típico de Bieber, começaram a ser divulgados prévias do tão aguardado e inovador - para Justin - clipe em seu canal do YouTube. Os vídeos mostravam, novamente, uma nova realidade para o cantor: não era piegas como seus outros vídeos, não havia garotas como seu par romântico, era muito mais “conceitual” e “artístico”, com belas cenas - fotografia impecável de costume - feitas por Colin Tilley.
locking my door, shutting off my phone…. its time to make an insane edit for JB boyfriend… footage is priceless.
— Colin Tilley (@ColinTilley) April 3, 2012
talking with @colintilley - he says the #BOYFRIENDvideo is going to change @justinbieber’s life forever. exciting to see
— Scooter Braun (@scooterbraun) April 7, 2012
O vídeo seria uma jogada tão diferente para ele que sua equipe resolveu marcar uma aparição no novo reality-show de maios sucesso nos Estados Unidos, “The Voice”, para mostrar apenas uma prévia do que o mundo aguardava e anunciar o lançamento do álbum. Claro, é importante divulgar a data de lançamento de um álbum. Mas é necessário interromper um programa de tamanho porte só para isso? Não. Depois de várias entrevistas falando sobre o clipe, fotos, tweets, Scooter Braun estava apenas continuando o seu trabalho com que aprendeu a fazer o single “Boyfriend”: criar buzz (expectativa). Porém, dessa vez, diferente da música - que não é a obra de arte que ele divulgou para que todos aguardassem - senti que tinha algo sólido nas mãos com com esse novo vídeo.
On set to shoot the new music video for Justin Bieber ‘boyfriend’
— Jocelyn (@jocechewbacca) April 21, 2012
Aí é que tudo começou a desmoronar. Pouco menos de um mês depois das gravações do clipe com Tilley, fotos de Bieber gravando outra coisa surgiram na web. Em pouco tempo, sites começaram a noticiar que sim, eles estavam gravando para o clipe de “Boyfriend”. No começo, não quis acreditar: teria mesmo Justin desperdiçado 4 dias de longos ensaios e gravações num vídeo que prometia muito por “mais do mesmo” gravado em apenas uma tarde e noite de um sábado? Logo vídeos daquela gravação foram divulgados e a minha tristeza confirmada: “Boyfriend” tocava alto naquela garagem de Los Angeles.
Get excited. #BoyfriendVideo lockerz.com/s/196557085
— Scooter Braun (@scooterbraun) March 28, 2012
Cadê, sr. Braun? Depois de tanta enrolação, a equipe Bieber resolveu mesmo trocar uma inovação por um clichê? E pior: pediu para que Justin não mencionasse nada disso em suas entrevistas, dizendo até que o clipe teria “an interesting twist to it”. Really? Você chama isso de “an interesting twist”? Ainda tem mais: após anunciar o lançamento do vídeo para quarta-feira, 2 de maio, ainda foram de capaz de adiar o lançamento - sem avisar aos fãs, que tiveram que descobrir pela própria MTV - para quinta-feira, dia 3. Mas isso não importa. Isso importa:
Há dois dias, o clipe tão aguardado de “Boyfriend” finalmente estreou - e bateu o recorde de vídeo mais assistido em apenas 24h, mas, novamente, isso não vem ao caso. Minha primeira análise: SIM! NÃO TIRARAM O VÍDEO DO COLIN! OBRIGADO, SENHOR! TIRARAM A DESGRAÇA DA TRANSEX. - 20 segundos depois:

Sinceramente? É isso? fizeram essa tosca transição só para dizer que não houve desperdício de um clipe bem mais promissor? Que foi tudo “programado” para “intrigar” fãs e espectadores? Talvez quem não acompanhou todo o processo, sim. Mas eu, como fã, que esperei ansiosamente pelo vídeo, vi-me decepcionado. Temos mais um vídeo onde Bieber quer pagar de badass indo atrás de uma garota qualquer - nesse caso, a filha de Taylor Lautner com Ariadna. O carrão e a vibe hip-hop é para tentar se firmar em uma área que não te pertence? Coloca uma música de um rapper qualquer por cima desse vídeo que encaixa completamente: só faltaram drogas e prostitutas.
Salvo, como exceção - os 20 primeiros segundos, óbvio - e as cenas seguintes com o violão que, apesar de clichês, me pareceram mais interessantes do que todo aquele flerte com a garota. A parte final, da coreografia, também é bacana, mas Justin precisa treinar mais para poder pelo menos acompanhar o ritmo de seus dançarinos. Novamento: a troca de 4 de ensaios para 1 dia de tristeza.
Mas deixando a subjetividade - e decepção de lado - meu maior questionamento é: o que aconteceu com o clipe de Colin Tilley? Como puderam fazer essa marmotagem com o vídeo? É engraçado porque, em setembro-outubro de 2010, algo parecido aconteceu, só que ao contrário: depois de gravar o clipe de “U Smile” com Alfredo Flores - seu atual amiguxozão e diretor - decidiram filmar com Tilley em Nova York uma nova versão para o vídeo. Resultado: fotografia impecável e um “MTV Video Music Awards” nas mãos. Então, o que será que aconteceu desta vez?
Quando Justin trabalhou pela primeira vez com a RIVETING Entertainment, no clipe de “Never Let You Go”, fui atrás da equipe por trás da produção. Descobri ali Andrew Listermann, produtor e CEO da companhia de direção de Colin Tilley e outros diretores. Um dia após o lançamento, enviei uma mensagem direta em seu Facebook - que tenho adicionado - perguntando o que houve. Até hoje, não recebi resposta, mas gostaria de uma. Me pronunciei também no Twitter e vi que ele me deu RT, ou seja, ele vê o que eu - e várias outras pessoas que também esperavam o outro clipe, já que também as deu RT - falam.
É com isso em mente que pretendo lançar uma pequena “campanha” para que liberem o verdadeiro clipe de “Boyfriend”. Entendo que o que aconteceu parece ter sido contratual, ou algum desentendimento, e pode ser que não dê em nada mas, como fã, me vejo no direito de revogar pelo que espero. Ainda não sei como vai funcionar, mas talvez peça ajuda de grandes fã-sites internacionais e nacionais (que se disponibilizem a ajudar) para levar algo ao TT, fazer um vídeo viral ou acabar com a caixa de mensagens de Justin e sua equipe.
Sei que muitas fãs não vão apreciar isso, e talvez - caso funcione - traga tristeza a Bieber saber que várias fãs não gostaram do seu novo clipe - aquelas com pensamento crítico e não as “I LOVE YOU FOREVER MARRY ME XX” - mas, depois de tanto apoiar, elas merecem. Eu mereço.